Please reload

Posts Recentes

Voluntariado corporativo | Desafios para manter a chama viva

July 20, 2017

1/2
Please reload

Posts Em Destaque

INCLUSÃO SOCIAL E O MUNDO DO TRABALHO

 “Toda pessoa tem direito ao trabalho, à livre escolha de emprego, a condições justas e favoráveis de trabalho e à proteção contra o desemprego.” Declaração Universal dos Direitos Humanos, artigo 23º

Partindo do princípio de que inclusão social significa pertencer à sociedade e usufruir dos direitos como cidadão, um importante quesito para esta sensação de pertencimento seria o direito ao trabalho. Condição imprescindível para que uma pessoa desenvolva relações sociais estáveis e, evidente, tenha condições dignas de vida e reais possibilidades de melhora de sua qualidade.

 

O direito ao trabalho é assegurado inclusive pela Constituição Federal Brasileira em seu 6° artigo: “São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o transporte, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição”.

 

De acordo com a Constituição, não só o direito ao trabalho, mas a um salário que garanta a subsistência do trabalhador e de sua família é uma obrigação que deve ser garantida pelo Estado. Contudo, tanto o direito ao trabalho como o direito à renda são muitas vezes violados e problemas de desemprego, salários injustos e condições inadequadas de trabalho não serão solucionados com apenas boa vontade da lei escrita.

 

Tempos de pleno emprego há muito se foram, não esquecendo que foram curtos, e as razões principais, segundo Sachs (2004) são:

 

• Introdução agressiva do progresso técnico poupador de trabalho nas indústrias;

• Renúncia a uma política de salários altos (o fordismo) sacrificados no altar de uma busca desenfreada de lucros financeiros e a consequente redução do ritmo de crescimento da demanda efetiva, uma das causas principais do crescimento pífio;

• Deslocamento das produções intensivas em mão de obra para plataformas de exportação situadas em países periféricos que se satisfazem com a competitividade espúria, lograda por meio de salários excessivamente baixos, longas jornadas de trabalho e ausência de proteção social.

 

Observando essas três razões é de se esperar que o número de excluídos tenda a aumentar, ressaltando que o problema é de ordem mundial. Mas o que é possível fazer para mitigar esses efeitos tão danosos às pessoas e por consequência a toda sociedade especialmente em nosso país? Ainda de acordo com Sachs (2004), dentre outras possibilidades, três cenários se destacam:

 

• Em relação a território, clima e biodiversidade talvez o Brasil seja imbatível. Nosso país possui condições de exploração econômica primária sem igual e isso pode e deve ser melhorado.

• Temas como diminuição da informalidade e da baixa produtividade também precisam ser trabalhados.

• E é preciso favorecer a sinergia entre empresas grandes e pequenas.

 

Assim construiremos cenários favoráveis, com oportunidades infinitas. Para isso são necessárias ações advindas do poder público, empresas e da sociedade.

  • O desenvolvimento de políticas públicas e programas de conscientização são essenciais. Por exemplo, premiar os empreendedores para que eles saiam da informalidade e encará-los como parceiros na construção de um país melhor

  • Já das empresas espera-se que além de gerarem lucro, também possam ser agentes de transformação das pessoas e da comunidade em que estão inseridas. Devendo, portanto, entender que lucro sem inclusão simplesmente não permitirá que se sustentem e possam existir em longo prazo.

  • E finalmente da sociedade espera-se que aprenda, dentro de uma lógica coerente, a cobrar do poder público e empresas por suas ações ou não ações e assim diminuir a sua grande e atual exclusão.

 

Somente juntos podemos construir uma sociedade que possa oferecer oportunidades iguais de acesso a bens e serviços a todos.

 

Fonte:

SACHS,  I. Inclusão social pelo trabalho decente: oportunidades, obstáculos, políticas públicas. Estudos Avançados, v.18, n.51, São Paulo, May-Aug. 2004. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S010340142004000200002&script=sci_arttext>. Acesso em: abr/2016.

 

Share on Facebook
Share on Twitter
Please reload

Siga
Please reload

Procurar por tags
Please reload

Arquivo
  • Facebook Basic Square
  • Twitter Basic Square
  • Google+ Basic Square